sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Sexo Mais Seguro: O prazer está nas tuas mãos



O Sexo mais Seguro é não só útil para prevenir várias doenças desagradáveis, mortais, limitantes ou incómodas, mas também para tornar o sexo uma experiência mais agradável e divertida.

O Sexo mais Seguro é mais uma atitude crítica acerca da nossa postura e comportamento do que um conjunto de práticas. Neste workshopseg iremos reflectir em grupo sobre o conceito de redução de risco, falar de algumas técnicas mais comuns, e desmontar alguns preconceitos a seu respeito. Teremos activamente em conta que há mais géneros do que homem e mulher, e que há várias definições, muito pessoais ou não, do que sexo é.

As discussões e refleções em grupo permitirão a cada participante encontrar a solução mais adequada para si proprix.

Workshop para mulheres e trans* de todos os géneros. Preço: 2 euros.

Terça feira, 22 de Dezembro, às 19.00 na UMAR. Rua de S. Lázaro 111.1o, Lisboa

Contactos e informações: antidote@imensis.net e dijk@walla.com

segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

o que fiz este fim de semana, parte 2

A questão do safe sex em relações poly, tem barbas e pêra branca, e nem sempre é consensual, uma vez que há vários pontos que se tornam bastante emocionais. Por exemplo, nem toda a gente acha que uma relação seja definida pela existência de sexo entre os intervenientes,nem toda a gente converge na definição de sexo (penetração? orgasmo? beijo?) e nem toda a gente acha que deva haver regras ou hierarquização de parceiros (Ai, contigo eu faço fluid bonding, contigo faço safer sex, e contigo prefiro jogar Dragon Age no sofá).

Mas independentemente de sermos assim ou assado, do tipo de relação ou da nossa posição acerca da importância do sexo, é capaz de ser boa ideia reduzir riscos, independentemente do numero de parceiros sexuais. E quando se fala de risco, não falamos apenas do HIV, há uma serie de cenas chatinhas (fungos, tricomas..) desfigurantes (herpes) ou mesmo mortais (sífilis, hepatites...) que ninguém quer apanhar ou passar aos parceiros.

A ideia deste post não é explicar qual é a minha opinião acerca deste ou aquele método de redução de riscos, ou de como a faço, embora goste de dar workshops sobre o tema. Vou simplesmente dizer que antes de definir regras, uma boa ideia é discutir risco e comportamentos com parceiros. Dá direito a umas surpresas, algumas agradáveis, outras nem por isso. E a partir daí, construir acordos para redução de riscos. Uma coisa gira acerca de fazer isto é que leva indirectamente a uma conversa sobre sexo, com montanhas de informação útil a cair em cima da mesa.

Tenho o meu pequeno kit de safer sex comigo. Enfim, porque nunca se sabe, porque raramente levo alguém para casa nas situações em que realmente se espera que isso aconteça, acontece-me sempre quando estou menos à espera.

Na cidade em que vivo, é habitual uma pessoa ser revistada à entrada das discotecas. Nao é pessoal com formação especifica, são uns curiosos que desenrascam o papel de porteiros e que pedem consensualmente ás pessoas para abrirem as malas (e por acaso não têm poder para recusar entrada se alguém se recusar a ser revistado). Ou seja, quando este fim de semana a porteira do k17 encontrou o meu kit de safeR sex, ela conseguiu fazer daquilo uma experiência bastante embaraçosa:

- O que é isto?
- é o meu kit de safe sex
- O kit de que`??
- safer sex, sabes, para foder sem apanhar ou transmitir doenças..
- Tao grande (é uma bolsa de munições de metralhadora, comprada na feira da ladra, e pequena para o conteúdo).
- Ah, e isto aqui?
- lubrificante
- (corando) e achas que precisas deste lubrificante todo?
- (N.S./N.R. não sabe não responde)
- ah! e para que é que são as luvas?
- acabei de te explicar a parte da transmissão de doenças, acho que não queres que te mostre
- ok, olha, eu não te percebo, mas entra lá.

(isto com toda a gente que estava na bicha atrás de mim a ouvir e a rirem-se)

obrigada por lerem!

domingo, 6 de Dezembro de 2009

"o que fiz no passado fim de semana"

Em grande falta de imaginação..

Mas talvez possa ser interessante. Este fim de semana resolvi dar uma festa de inauguração do meu apartamento e e convidei não só amigos próximos, mas também pessoas que teem tido um significado, nem sempre positivo, nas minhas constelações e telenovelas poly.

tive a sensação de perdoar o meu próprio passado (nas coisas que não correram tão bem, ou decisões foram tomadas das quais não me orgulho) de ter na minha sala a minha ex namorada, que também é a corrente namorada da minha outra ex namorada-que-não-posso-ver-nem-pintada-à-frente, com a sua nova namorada, com a qual me entendi muito bem, e provavelmente me vou entender um dia destes ainda melhor. Estava também uma ex-namorada da tal minha outra ex namorada-que-não-posso-ver-nem-pintada-à-frente, que também é namorada de um play-buddy meu. Gostei também de ver o meu namorado em grande aconchego-sexy com varias das pessoas da festa, e a naturalidade como tudo aconteceu. Estavam também duas grandes amigas minhas, das quais uma é uma play buddy de longa data, e que proporcionaram uma grande alegria ao me convidarem para o seu casamento, e gostei de ver como conheceram pessoas novas na minha festa que vão sem duvida acrescentar à sua to-do list.

Sim, toda a gente que estava na festa, reparo agora, vive ou já viveu poly durante vários anos.

Acabei na minha cama sem historias novas, mas com a sensação que tenho bons amigos à minha volta e que as coisas por vezes correm mesmo bem, e não tem mesmo que correr de outra maneira

quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Mais compersion, amor ressonante, tesao ressonante

é sempre bom, e sempre bom sentir que ainda temos over and over a capacidade de sentir a tal compersion, a tal alegria ressonante, ou alegria por ressonância, ficarmos felizes por o nosso amor, ou um dos nossos amores estar nos braços de um dos seus amores (E quem diz braços, diz outros membros, ou algemas, ou lençóis, ou....)...

Mas o que me passou agora na cabeça, é que o estado talvez ainda mais desejável que essa alegria excitada é aquele em que já não se nota diferença, em que simplesmente se passa, sem pensar no assunto, uma noite como outra qualquer. Porque não é preciso pensar no assunto.

Numa nota pessoal: Estou muito feliz por voltar a sentir compersion, ou amor ressonante, porque durante uma relação recente de contornos apenas marginalmente poly senti muitos ciúmes e comecei a perguntar-me se tinha a ver comigo ou se era especifico à situação. E a resposta é, a compersion está cá, como sempre esteve. Hurra!

sábado, 21 de Novembro de 2009

Casamento proibido no Texas

(por um bloqueio criativo, sacado directamente da lista das Panteras para aqui. Obrigada Stef e Laetitia!)


O Texas terá, por ter tentado fazer uma lei à prova de bala que não pudesse dar a mínima "desculpa" a qualquer casamento entre pessoas do mesmo sexo, proibido o casamento. De todo.

A cláusula em questão deveria abolir os casamentos entre pessoas do mesmo género mas da verdade, do modo em que ficou formulada, proíbe toda a forma de casamento, ou seja, mesmo o casamento heterossexual!

Será sem duvida uma questão interessante de seguir, e ver qual a cor politica que defenderá que forma de casamento, ou o casamento de todo, e porque!

Em Francês:
http://fr.news.yahoo.com/55/20091120/tod-le-texas-aurait-accidentellement-int-17baed7.html

Em Inglês:
http://www.mcclatchydc.com/251/story/79112.html

Artigos relacionados, acerca da constitucionalidade da coisa:

http://www.dallasnews.com/sharedcontent/dws/dn/localnews/columnists/sblow/stories/DN-blow_08met.ART.Central.Edition1.4bc3ce2.html

http://www.dallastxdivorce.com/2009/10/articles/glbt-issues/dallas-judge-tena-callahan-speaks-publicly-for-the-first-time-since-her-controversial-ruling/

http://www.judgecallahan.com/

https://www.dallasbar.org/judiciary/profiles.asp?item=102

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Um momento marcante

Nos já largos anos de vida poliamorosa tive por muitas vezes a alegria de conhecer pessoas abertamente não monogâmicas. Acontece no entanto que só me lembro de ter conhecido essas pessoas em contextos abertamente poliamoros, como conferências, grupos de discussão online, contactando pessoas que mantêm páginas na rede ou em encontros de auto-ajuda.

Este fim de semana tive o prazer de estar numa oficina de Shibari em Berlim onde, no meio dos livros da instrutora, se encontrava a biblia alemã do poliamor, o "Mehr als eine Liebe".

Falando com ela, confirmei que sim, ela é poli. Vive assim já há três anos e não imagina viver de outra forma.

E foi assim, um marco. Conheci um pessoa que soube ser poli, sem estar num contexto poli. Um sinal do que é viver em Berlim, a meca do poli na alemanha. Espero que seja a primeira de muitas!

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Schiller, 250o Aniversário

a 10 de Novembro de 2009 celebrou-se o aniversário de Schiller.
Neste artigo do SPIEGEL, em alemão, há umas frases que chamam a atenção de olhos mais galdéricos.

http://su.pr/4RfKpA

A fonte é uma abundante colecção de apontamentos do seu amigo de juventude Johann Wilhelm Peterse.

Parece que "alguns dos seus conhecidos foram testemunhas, de que durante suas quecas, rugindo e esperneando, não tomaria menos de 25 doses de rapé"

mas isto é apenas um fait-divers, uma cusquice, talvez grosseira, dos seus tempos de juventude e de médico-soldado, e das suas quecas mágicas, muitas vezes em grupo.

Prefiro chamar a atenção para o seguinte:

"(Schiller) via-se como cidadão do mundo, servo de nenhum senhor. durante muito tempo quis não se ligar a nenhuma mulher em especial, mas por fim apaixonou-se por duas irmãs. Ter-se-ia casado com as duas, mas teve de se decidir por uma delas"

Nomeadamente: "Dia 15 de Novembro de 1789, pela tarde, Schiller sentou-se à secretária e fez o impossível: Declarou às duas jovens, na mesma carta, o seu amor por ambas. Era do seu conhecimento, há bastante tempo, que ambas estavam apaixonadas e queriam viver com ele - Como tudo seria posto em prática, não é claro até à data."